30 de outubro de 2017 | 18h20

Prefeitura organiza reunião para tratar da 265ª Cavalhada de Atibaia em Louvor a Nossa Senhora do Rosário

Na edição deste ano, Poder Executivo estuda resgatar trajeto histórico e reforçar ainda mais aspectos cultural e religioso do evento.

Na edição deste ano, Poder Executivo estuda resgatar trajeto histórico
e reforçar ainda mais aspectos cultural e religioso do evento

Com o objetivo de reforçar ainda mais a tradição religiosa e cultural da Cavalhada de Atibaia em Louvor a Nossa Senhora do Rosário, que está em sua 265ª edição, a Prefeitura realizou no dia 18 uma reunião com representantes de ONGs em defesa da causa animal e dos cavaleiros que participam do evento, no Fórum Cidadania. Estiveram presentes secretários e coordenadores municipais e o padre Eugênio Bertti, vigário geral do município, que fez uma explanação sobre o contexto histórico e religioso do evento, reforçando sua importância para a cultura da cidade. O encontro foi realizado pelas secretarias de Cultura e Eventos e Agropecuária e Abastecimento.

ARQUIVO/SECOM

De acordo com o padre, antigamente os cavaleiros se reuniam numa chácara nos arredores do bairro da Ponte e, concentrados, formavam um grupo composto por comandantes, capitães, major da cavalaria e até um marechal. Dali, o grupo se dividia e partia em busca do Rei Festeiro, que estava escondido. Quando encontrado, os participantes disparavam fogos de artifício e formavam as fileiras de cavaleiros que desfilavam pela cidade.
REPRODUÇÃO

A Cavalhada saía do bairro da Ponte, passando pela avenida São João, Antiga Casa de Câmara e Cadeia (hoje Museu Municipal), contornavam a Igreja Matriz de São João Batista e seguiam pela rua José Lucas até a Igreja do Rosário, onde davam três voltas. O Rei montava o mais belo cavalo, escolhido entre os melhores do município, que era cedido pelo seu dono. Na última passagem o Rei descia de seu cavalo e adentrava na Igreja, onde fazia sua oração seguido dos fiéis.
Durante o encontro foram levantadas ideias para mudança no trajeto, buscando resgatar o que era feito antigamente, mas a proposta ainda está sendo estudada. Os festeiros e representantes da Prefeitura irão decidir os detalhes mais específicos do evento, como data, horário e trajeto.
Segundo a secretária de Cultura e Eventos, Viviane Cocco, “desde 2013 o Governo Municipal tem ajudado na organização da Cavalhada, com regulamentação de conduta e disciplina dos participantes, e, neste ano, resolvemos abraçar a ideia do padre Eugênio de resgatar o contexto cultural e histórico do evento, contando com a ajuda dos participantes e da população. O resgate histórico do desfile significa a perpetuação deste patrimônio imaterial da cultura de nossa cidade”.
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Cavalhada
A Cavalhada em louvor a Nossa Senhora do Rosário é um patrimônio cultural do município, integrante das festividades do Ciclo Natalino, e tem seu primeiro registro datado no ano de 1.752. Ocorre todo ano no dia 26 de dezembro e está prevista no Calendário Oficial de eventos do município. É uma manifestação popular com origem religiosa, folclórica e cultural, que existe há pelo menos 265 anos (quando se tem o registro histórico).
ARQUIVO SECOM

Atualmente, mais de 1.200 cavaleiros de Atibaia e região participam do evento. Todo ano, equipes da Secretaria de Transportes e Trânsito sinalizam e fazem o bloqueio das vias, além de organizarem o trânsito no dia do desfile. Desde 2013, a Prefeitura também coloca regras para participação do evento, regulamentando a conduta e disciplina dos participantes, evitando maus-tratos dos animais, comercialização de produtos, bebidas e alimentos durante o desfile.
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