9 de junho de 2017 | 18h11

Selo “Morangos Atibaia & Jarinu” é lançado

Selo faz parte do Programa de Revitalização da Cultura do Morango, uma iniciativa para assegurar a manutenção das pessoas no campo e a sustentabilidade da atividade.

 

Selo faz parte do Programa de Revitalização da Cultura do Morango,
uma iniciativa para assegurar a manutenção das pessoas
no campo e a sustentabilidade da atividade

 
Os produtores de morango que fazem parte do Programa de Revitalização da Cultura do Morango, lançado na última sexta-feira, dia 2, terão o selo “Morangos Atibaia & Jarinu” em seus produtos, uma identidade que representa a qualidade e a originalidade da fruta.
O uso do selo é uma das ações do programa, que foi criado para ajudar os produtores a permanecerem no campo, de modo que possam dar continuidade à sua atividade.

O lançamento aconteceu na sexta-feira, dia 2, em evento realizado na sede da “Associação dos Produtores de Morangos e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região”, no Parque do Morango “Duílio Maziero”, no Campo dos Aleixos. O programa é uma iniciativa da associação e das prefeituras de Atibaia e Jarinu.
A região que engloba Atibaia e Jarinu possui aproximadamente 150 produtores de morango. São 3 milhões de pés da fruta e uma produção de 4 mil toneladas, responsável por um faturamento anual de aproximadamente R$ 10 milhões.
Cerca de 500 pessoas trabalham diretamente com a produção da fruta no município.
Para o prefeito da Estância de Atibaia, Saulo Pedroso de Souza, é necessário dar mais segurança e melhores condições a esses profissionais, que são responsáveis por uma das atividades mais importantes da agricultura local e, claro, pela produção da fruta que é símbolo da cidade de Atibaia.

Com o novo programa, o produtor terá apoio para enfrentar alguns dos principais problemas de sua atividade, como a falta de suporte para abertura de novos mercados, dificuldade na administração da produção e os preços baixos pagos nos entrepostos, entre outros.
Haverá suporte técnico e operacional desde o preparo do solo, plantio e colheita até a comercialização do produto in natura ou processado.
Outras iniciativas como a identificação de estabelecimentos e a inclusão de feiras permanentes, para que o público e turistas em geral possam encontrar facilmente os morangos de Atibaia e Jarinu, fazem parte do programa.
Histórico
A região de Atibaia e Jarinu foi uma das pioneiras no Estado de São Paulo a produzir o morango em larga escala comercial.
As atividades começaram nas décadas de 50 e 60, pelas mãos de agricultores descendentes de japoneses.
Por meio das famílias pioneiras na cultura, como os Kikuti, Urashima, Kagi, Nakasu, Nakano e Inui, seguidas das famílias de descendência italiana, como os Tricoli, Maziero e Spinassi, e as famílias Ferreira, Barbosa e Martins, a região chegou a ser a maior produtora da América do Sul na década de 80.
Apesar do sucesso, uma grave crise abateu a produção depois que a mídia fez uma ampla divulgação sobre o grande uso de agrotóxicos no pico da safra. As vendas despencaram e vários produtores foram à falência.
A região sempre foi inovadora nas técnicas de produção do morango, sendo responsável pela adoção da tecnologia “mulching” (plástico preto no canteiro) no ano de 1968, tecnologia japonesa traziada pela família Nakasu. Foi também responsável pela implantação da irrigação por gotejo, que trouxe maior economia de água e menos fungos, tecnologia trazida da cultura do pêssego pela família Kagi.
Também na região passou-se a produzir em áreas altas, não mais em várzeas, fato que rendeu à família Fukushi o prêmio Yamamoto, pela inovação da cultura.
Um marco importante na cultura do morango foi a Festa do Morango de Atibaia e Jarinu e a Festa de Flores e Morangos de Atibaia.
Vale destacar ainda que a região foi pioneira na Produção Integrada de Morangos – PIMo, o que trouxe melhor qualidade e uso racional de defensivos. Também foi a responsável por importar as primeiras matrizes (Californianas) legalizadas que entraram no país.
Nesse processo, importante citar a reativação do laboratório de biotecnologia da DSMM (Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes)/ CATI – Núcleo de produção de Mudas de Tietê.
Atualmente é a maior região produtora do Estado de São Paulo de frutos e maior produtora de mudas certificadas do país, com produção de mais de 30 milhões de mudas.

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