Vigilância Sanitária alerta para risco de consumo de alimentos clandestinos
18 de março de 2021 | 15h02

Vigilância Sanitária alerta para risco de consumo de alimentos clandestinos

Alimentos de procedência desconhecida podem ter sido fabricados em condições insatisfatórias de higiene, representando sérios riscos à saúde do consumidor

Alimentos de origem desconhecida podem ter sido fabricados em condições insatisfatórias de higiene, embalados e armazenados de forma inadequada, trazendo risco de contaminação, o que pode provocar graves danos à saúde do consumidor. É por isso que a Vigilância Sanitária promove o descarte adequado dos alimentos clandestinos que são apreendidos nas ações de fiscalização frequentemente realizadas pelo órgão.

A inutilização desses produtos visa proteger a saúde dos consumidores e daí a importância de sempre se adquirir e consumir apenas produtos com rotulagem e identificação adequadas, procedentes de locais inspecionados pela Vigilância Sanitária. Em caso de dúvidas, a orientação é para não comprar, especialmente produtos perecíveis vendidos informalmente nas ruas.

No caso específico do queijo, em muitos casos, o produto clandestino é embalado e apresentado como um produto artesanal, uma forma de atrair a atenção do consumidor. Mas, na maioria das vezes, os queijos contaminados não possuem aparência alterada e o consumidor não consegue identificar o risco a que está sujeito. Nesse sentido, a Vigilância Sanitária alerta para a importância de se adquirir produtos certificados por órgãos de inspeção federal, estadual ou municipal, o que garante que são produzidos segundo as boas práticas de fabricação e em locais com controle total de higiene, de forma a eliminar os riscos de contaminação.

A produção informal muitas vezes acontece em locais precários e sem higiene, com infestações de moscas e outros animais, e às vezes os produtores também utilizam substâncias irregulares que podem causar sérios danos à saúde. Devido às suas características, o queijo favorece o desenvolvimento de microrganismos – exemplos são os estafilococos, estreptococos e Escherichia coli – que causam doenças e toxinfecções como a salmonelose, tuberculose, brucelose e listeriose.

Essas doenças geralmente causam infecções intestinais agudas, com diarreia e vômito, e podem evoluir para casos mais graves quando a bactéria alcança a corrente sanguínea, atingindo a meninge ou o coração, podendo até mesmo provocar, em alguns casos, uma septicemia, doença complexa e potencialmente grave desencadeada por uma resposta inflamatória sistêmica acentuada diante de uma infecção.

print